De acordo com o G1, a agência de classificação de risco Fitch reviu as previsões de crescimento da economia brasileira, tanto para 2019 como para 2020. O relatório aponta uma previsão de 1,1% para o momento em que forem publicados os dados finais do ano econômico, que está agora terminando. A subida é de 0,3% em relação à previsão anterior.

Para 2020, a agência americana segue otimista. A Fitch previa um crescimento do PIB do Brasil de 2,0% no próximo ano; o relatório aponta agora para uma subida de 2,2%.

Consumo e investimento em alta

A Fitch indica que o consumo das famílias ajudou a subida dos números e indicadores de performance econômica. O crédito para pessoa física expandiu-se, facilitando o consumo, apesar dos receios de alguns investidores de que tal medida poderá contribuir para um posterior desequilíbrio financeiro que, em circunstâncias adversas, poderá fazer os números de inadimplência crescerem.

Ao mesmo tempo, a produção de bens de capital e o estímulo à construção civil resultaram em expansão dos investimentos. Outros especialistas, porém, alertam que a combinação entre crédito à pessoa física e investimento em imobiliário pode resultar em uma “tempestade” em um futuro próximo.

Oferta: petróleo ajuda

A indústria de transformação abrandou seus resultados no trimestre entre julho e setembro. Mas as matérias-primas naturais continuam sendo a grande vantagem que a Natureza deu à economia brasileira; a produção de petróleo aumentou ligeiramente, o que veio ajudar um pouco mais o crescimento econômico e as previsões internacionais.

Marcelo Kfoury concorda

Kfoury, professor de Economia da Fundação Getúlio Vargas, em declarações ao Época Negócios, concorda que o Brasil vai continuar acelerando em 2020. Mas o acadêmico alerta que o crescimento virá principalmente pelo dinamismo do setor privado, e que o governo federal ainda está numa perspectiva de austeridade e de controle das contas públicas.